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Destaques

Venezuela, Clima e Energia: sinais de um novo ciclo de poder baseado no controle de recursos fósseis

"Sinais de um novo ciclo de poder baseado no controle de recursos fósseis." Por: Editorial NaqīKarbon .   Na madrugada de 03 janeiro de 2026, uma intervenção militar dos EUA na Venezuela — culminando no sequestro do presidente Nicolás Maduro — reconfigurou não apenas o equilíbrio geopolítico regional, mas também enviou sinais inequívocos aos mercados energéticos globais. Não se trata de um episódio isolado, tampouco de uma ação exclusivamente política. O movimento ocorre em um contexto mais amplo de reposicionamento estratégico dos Estados Unidos em relação à energia, à governança climática e à economia de baixo carbono. A Venezuela abriga uma das maiores reservas de petróleo do mundo. Em qualquer leitura geopolítica séria, o controle — direto ou indireto — sobre territórios com alta densidade de recursos fósseis continua sendo um instrumento central de poder. A transição energética global, embora em curso, ainda não alterou completamente essa lógica. Ao contrário: em momento...

Carbon QuickNotes #1

Pegada Digital: sua atitude importa, mas sozinha não salva o planeta

Por: Victoria Alves-Moreira, Fundadora da NaqīKarbon.

Sobre como pequenas ações importam — e por que não podem carregar sozinhas a solução para a crise climática.

 

By NaqīKarbon

É inegável: nosso comportamento digital — desde enviar e guardar e-mails até armazenar fotos e vídeos na nuvem — tem impacto ambiental. Pesquisas e reportagens recentes lembram que a chamada “pegada digital” existe e que dados armazenados em data centers consomem energia (e, em muitos casos, água de resfriamento).

Ao mesmo tempo, temos motivos para comemorar pequenas grandes vitórias da economia circular: o Brasil reciclou 97,3% das latinhas de alumínio em 2024, um feito coletivo que mostra como infraestrutura, logística reversa e políticas públicas podem transformar descarte em recurso.

A questão que fica é: será justo (ou suficiente) colocar a responsabilidade no ombro do indivíduo? Limpar a caixa de entrada ou reduzir anexos é útil — e faz sentido — mas não resolve o núcleo do problema: grandes volumes de emissões estão concentrados nas decisões de empresas e provedores de serviço (infraestrutura, energia dos data centers, prioridades de eficiência vs. crescimento). Para gerar impacto mensurável e rápido, mudanças de políticas corporativas e investimentos em energia renovável e eficiência são essenciais.

Portanto, o convite é duplo: pratique a “sobriedade digital” — apague o que não usa, evite “reply all” desnecessário, compacte anexos — e, igualmente, cobre das empresas maior transparência e ações concretas. A responsabilidade tem camadas: individuais, institucionais e regulatórias. Só com todas elas atuando em conjunto teremos chance real de reduzir emissões de forma rápida e justa.


O que você já mudou nos seus hábitos digitais — e o que acha que as empresas deveriam mudar amanhã? Comente abaixo 👇

 

🔎 Este texto faz parte da série Carbon QuickNotes, reflexões rápidas da NaqīKarbon sobre a crise climática e os desafios da descarbonização no mundo.


📖 Referências e Leitura Recomendada:

AgênciaBrasil — Brasil reciclou 97,3% das latinhas de alumínio em 2024. 

TheGuardian — impactos de “dark data” e e-mails no consumo de energia. 

TheCarbon Literacy Project e University reports — estimativas sobre pegada de um e-mail.

Wired / The Verge — responsabilidade das grandes nuvens e debates sobre métricas/relatórios de emissões e uso de recursos em data centers.



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